02/08/13 | Eu Sommelier

Eu, Sommelier: Preconceito, ética e responsabilidade

Já faz um tempo desde que comecei o curso de Sommelier pelo SENAC Petrópolis, mas precisava ainda digerir o conteúdo das primeiras aulas antes de escrever qualquer coisa aqui. O principal motivo é o choque de realidade quando começamos a ver o papel do sommelier no mercado de cervejas, já que atuamos como evangelizadores da cultura cervejeira, não como críticos.

Na primeira aula, após a apresentação da professora Cilene Saorin, que contou o histórico do curso no Brasil e no mundo, tivemos uma degustação de cinco cervejas com a intenção que acabar com preconceitos. Com os rótulos escondidos, provamos cada uma delas e aprendemos os primeiros passos na degustação das cervejas, onde a intenção é descrevê-la sem julgar o mérito, já que toda cerveja possui um público alvo a que agrada.

Claro que as cervejas podem apresentar alguns aromas que não combinam com ela. No entanto, no lugar de bradar ao vento sobre o problema encontrado, veja se aquele aroma é aceitável no estilo e fale reservadamente com a cervejaria. É importante lembrar que, no nosso mercado, as cervejarias dependem muito da nossa opinião e uma palavra mal entendida pode significar o fim dos negócios para pequenos produtores.

Para eu, que atuo há muito tempo como cervejeiro caseiro, esse é um grade desafio. Na cerveja caseira sempre estamos em busca da perfeição, com uma busca incessante por defeitos na cerveja, mostrando eles e procurando soluções para que não venham a ocorrer novamente. Ao trabalhar divulgando a cerveja, o importante é focar nas características da cervejas e como o consumidor vai perceber aquilo, mesmo que a você não agrade.

É um trabalho longo e difícil, mas pretendo seguir adiante. Espero continuar escrevendo regularmente para vocês as histórias e causos do curso, que segue até janeiro, quando apresentaremos o trabalho final.