17/01/14 | Eu Sommelier

Cerveja não se vende sozinha

É uma prática que vejo em alguns lugares que frequento e, infelizmente, também alguns que trabalho. Ansiosos por pegar o bonde das cervejas especiais, bares e restaurantes montam uma carta de cervejas, selecionam rótulos e jogam tudo para o alto, imaginando que “se você construir, eles virão”.

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Só que o cliente não conhece a variedade de cervejas que temos disponíveis hoje em dia. Ao chegar em um restaurante, olhar uma cerveja de 20 reais a garrafa ao lado de outra (essa conhecida de anos) a 5 reais, fica difícil decidir pela mais cara, mesmo que seja uma experiência nova. O cliente não tem o apelo da descoberta, porque acredita que cerveja é tudo Standard Lager, com variações dentro desse padrão.

Essa falta de conhecimento pode até gerar uma experiência negativa no local. Um cliente que pede uma cerveja muito diferente, como uma IPA ou uma Sour, pode criar uma espécie de trauma e nunca mais querer pedir uma cerveja diferente, voltando para o mundinho das lagers e fazendo propaganda negativa das cervejas e do próprio estabelecimento.

Para ajudar nessas vendas, não basta ter as cervejas disponíveis para venda, mas também uma equipe que seja capaz de orientar o cliente e sugerir cervejas de acordo com a oportunidade. Sobre treinamento eu falarei em uma outra oportunidade!