10/08/16 | Economia e Mercado

Assembleia Legislativa vai discutir o setor de bebidas no Estado do Paraná

Contando com a participação de 33 deputados, Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Paranaense de Bebidas será lançada nesta terça-feira

BebidasDiscutir as distorções encontradas no setor de bebidas no Estado do Paraná, do ponto de vista mercadológico e tributário, e recuperar os incentivos fiscais destinados ao segmento. Com esse objetivo, foi lançada nesta terça-feira, dia 09 de agosto, a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Paranaense de Bebidas, que contará com a participação de 33 deputados estaduais.

O movimento, liderado pela AFREBRAS – Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil, que representa o setor de refrigerantes, conta com a participação da Associação das Micros Cervejarias do Paraná (PROCERVA) e do SINDIBEBIDAS. No total, as entidades representam mais de 60 indústrias. Segundo Fernando Rodrigues de Bairros, presidente da AFREBRAS, as empresas do segmento sofrem com a desigualdade mercadológica e com a falta de isonomia tributária, o que contribui muito para o avanço da concentração de mercado. “As grandes corporações dominam o setor de bebidas no Brasil e mesmo assim pagam menos impostos que os fabricantes regionais, empreendimentos que geram milhares de empregos no Paraná”, detalha Bairros.

De acordo com Rodrigo Marcon, CEO da Cini Bebidas, a fábrica de refrigerantes mais antiga do Brasil, os deputados entenderam que é necessário discutir esse assunto que se tornou fundamental para a manutenção de um segmento de extrema importância para o Paraná. “Não estamos pedindo nada além do que direitos fiscais parecidos com os das grandes multinacionais. O Governo do Paraná precisa valorizar o nosso segmento e, principalmente, os milhares de empregos que geramos em todas as regiões do Estado”, comenta.

Com 111 anos de história, a Cini chegou a gerar 280 empregos diretos, mas nos últimos meses teve que readequar seu quadro de mão de obra devido ao impacto de 6% sobre o faturamento neste ano, gerado pelo fim do subsidio do governo estadual em parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das empresas de bebidas. “É necessário que os nossos governantes entendam que com a volta dos incentivos poderemos manter nossos preços, implementando nossa atuação e gerando mais empregos”, completa Marcon.